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a voz jurídica que defende a regularização fundiária como ferramenta de transformação social

Foto do escritor: GLENIS STECKEL
GLENIS STECKEL
19 de abr.
2 min de leitura

Com uma trajetória voltada ao estudo da posse, da propriedade e do ordenamento territorial no Brasil, o advogado e consultor jurídico Dr. Glênis Steckel se apresenta como um dos nomes comprometidos em traduzir a complexidade da regularização fundiária para a realidade concreta da população brasileira, com atenção especial à Amazônia. Em sua obra Regularização Fundiária Prática e Descomplicada, o autor combina formação acadêmica sólida com experiência prática para defender que a segurança jurídica da terra é, antes de tudo, um instrumento de cidadania

Glênis Steckel é advogado e consultor jurídico, com pós-graduações em Direito Civil e Processual Civil, Penal e Processual Penal, além de Direito Ambiental. Também é mestrando em Direito Penal e possui especializações em Direito Imobiliário, Perícia e Sustentabilidade. A obra o posiciona como um profissional que transita entre teoria e prática, com vivência em cartórios, varas judiciais, secretarias municipais e ocupações urbanas — experiência que sustenta o tom aplicado e direto do manual. 

Mais do que uma publicação técnica, o livro assume um viés de intervenção social. Logo na abertura, o autor dedica a obra “àqueles que vivem no ‘Brasil real’ e lutam diariamente pelo direito fundamental de ter o seu pedaço de chão reconhecido”, além de homenagear profissionais do Direito, gestores e servidores públicos que buscam transformação social por meio da segurança jurídica. Essa declaração ajuda a entender a linha central de seu trabalho: tornar acessível um tema historicamente cercado por burocracia, insegurança e exclusão. 

A informalidade imobiliária é uma das feridas estruturais do país. O autor argumenta que, sem titulação adequada, a terra permanece como “capital morto”, à margem da economia formal e vulnerável à ação dos mais fortes. Sua tese central é que a regularização fundiária funciona como ponte entre o “Brasil real” e o “Brasil legal”, reinserindo famílias, comunidades e empreendimentos na malha econômica e civil da nação. Em vez de tratar o tema apenas como debate acadêmico, ele define sua proposta como “um manual de sobrevivência e ação”. 

O recorte amazônico dá identidade própria à obra. A atenção especial ao Estado do Amazonas e aos desafios específicos da região, como a sobreposição entre terras públicas e privadas, áreas de preservação, territórios tradicionais, grilagem e crescimento urbano desordenado. Ao situar esses conflitos dentro de uma realidade regional concreta, o autor amplia o debate sobre regularização fundiária e reforça a necessidade de soluções adaptadas ao território amazônico, em vez de respostas genéricas importadas de outras partes do país. 

O público-alvo do livro também revela a abrangência de sua proposta. A obra se dirige não apenas a advogados, defensores, promotores, juízes e registradores, mas também a engenheiros, arquitetos, assistentes sociais, gestores e servidores públicos. Isso indica que a regularização fundiária como tarefa multidisciplinar e estratégica, capaz de unir técnica, política pública e justiça social. 

Em um país onde a posse da terra ainda define acesso a crédito, moradia digna, herança, investimento e estabilidade social, o discurso de Dr. Glênis Steckel emerge como uma defesa enfática da formalização como direito e não como privilégio. Sua obra procura falar ao profissional do Direito, mas também ao Brasil que vive fora dos mapas oficiais — e que, justamente por isso, mais necessita ser reconhecido por eles.


 
 
 

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© Glenis Steckel - Advogados Associados. 

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